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Geüpload 23 augustus 2018

Uitgevoerd januari 2015

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1.097 m
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2,8 km

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nabij Lagoa, Paraná (Brazil)

Trilha de subida do Morro do Canha (1097m medido, 1065m nas cartas topográficas)

Localização: Zona rural a cerca de 50 Km do centro do Município de Castro (PR) – distrito de Abapã, localidade chamada “Canha”, perto das localidades conhecidas como “Herval do Xaxim” e “Olho d’água do Canha”. Acessível apenas por estradas secundárias de terra (a maioria em estado precário), sendo recomendável uso de veículo 4x4 especialmente em épocas de chuva.

O acesso é feito pela estrada de terra Castro - Abapã, e localiza-se em terras de particulares, necessitando autorização de acesso para sua ascensão, que pode ser obtida diretamente no local com o capataz da fazenda, Sr. Dejair. Não há cobrança de entrada ou passagem e a fazenda não tem telefone de contato.

"Canha", na linguagem popular pode significar mão esquerda, aguardente (cachaça), alguém que não quer compartilhar algo que come ou ainda os ferros com que se seguram toras de madeira para manuseio em serrarias. Pelo histórico da área este último significado parece ter mais sentido, como se verá.

Conta-se que em tempos idos, na época em que os desbravadores daqueles sertões buscavam riquezas minerais como ouro e pedras preciosas, dada a dificuldade de acesso e altitude (?) parte do ouro encontrado na área ficou escondido num baú que teria sido suspenso por correntes em uma das fendas nas encostas rochosas do morro. O tesouro, reza a lenda, estaria lá até hoje e seria inacessível, pois todos os que dele se aproximam acabam misteriosamente sendo afugentados por enxames de abelhas e cobras venenosas. Outras versões das estórias contadas sobre a área do entorno do morro envolvem onças pintadas que também protegeriam a área de curiosos.

A subida se faz por meio de caminhada, com algum vara-mato, exigindo atenção e cuidado com cobras e insetos. Alterna trechos de mata fechada e arbustos duros, com bambuzinhos e vegetação mais rasteira em alguns pontos. O morrote é relativamente baixo (pouco proeminente em relação às terras em volta), com cerca de 200m de desnível para as terras ao redor e o percurso, por isso, não oferece dificuldade física. As maiores dificuldades são a distância da cidade, percorrida por estradas secundárias de terra, em estado ruim, e a vegetação do entorno, pois o morro é cercado por terras de fazendas de reflorestamento de pinnus e eucaliptos, que atualmente movimentam a economia local, especialmente do proprietário das terras onde fica o Morro.

A vista do alto permite vistas do entorno, que infelizmente não oferece muitas belezas dada a desolação que se verifica em função da intensidade da exploração agropecuária da região.

Na trilha não há fontes de água, que deve ser levada consigo, assim como seu lanche de trilha, pois na região não há disponibilidade de comércios para obter mantimentos.

SEGURANÇA E PRESERVAÇÃO - RECOMENDAÇÕES GERAIS:
Não arrisque a sorte. Se não conhece a região, não se aventure sem companhia de quem conheça a área.

- Recomenda-se SEMPRE usar calçado adequado para trilha em montanha, como bota de cano médio com bom suporte para o tornozelo e calcanhar, além de ter consigo equipamentos básicos para qualquer caminhada, como lanterna de cabeça e pilhas sobressalentes, proteção contra chuva e frio como um poncho ou anoraque e comida e água suficientes para se manter pelo menos durante um dia inteiro de jornada, caso algo dê errado.

Ao trilhar pela região você também se torna responsável por ela. Lembre-se:
- Você é o principal responsável por sua saúde e segurança. Preste atenção onde pisa, onde senta e onde se segura. Cobras, aranhas e outros insetos potencialmente perigosos são encontrados com frequência na região e constituem riscos reais em qualquer área selvagem, especialmente nas estações de primavera e verão.
- TRAGA TODO o seu lixo de volta consigo;
- NÃO FAÇA FOGUEIRAS - toda a área é particular e é muito sensível a incêndios florestais, especialmente no inverno, quando tudo fica muito mais seco. EVITE ao máximo FUMAR na área e, se o fizer, não descarte suas bitucas no caminho - apague-as com água e traga junto com o seu lixo;
- Necessidades fisiológicas devem ser feitas fora da trilha. Dejetos sólidos devem ser enterrados e o papel higiênico trazido de volta com você;
- NÃO DESMATE, não abra novas trilhas, não colha plantas ou mesmo flores;
- NÃO faça marcas nas rochas, NÃO coloque fitas ou sinalize partes da trilha, isso só deve ser feito por pessoas qualificadas e dentro de um plano de manejo. Também NÃO danifique a sinalização que porventura encontrar;
- FAÇA SILÊNCIO e desfrute da natureza como ela é, inclusive seus sons característicos;
- RESPEITE os moradores do local e siga suas orientações.

Agindo desta forma você não coloca em risco outras pessoas, como seus próprios companheiros de caminhada ou ainda terceiros que poderiam ser acionados para um resgate, além de contribuir para a preservação do local e da região como um todo, mantendo-os interessantes aos que por ali irão passar depois de você. RESPEITE!
"A natureza também pertence aos que ainda estão por vir"

Boas caminhadas!
Início da Trilha
Vistas do cume do Morro do Canha
Bosque de Pinnus
Sede da Fazenda (Dejair)

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