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Afstand

79,73 km

Positief hoogteverschil

1.124 m

Moeilijkheidsgraad

Gemakkelijk

Negatief hoogteverschil

844 m

Max hoogteverschil

588 m

Trailrank

57

Min hoogteverschil

10 m

Tijd

3 uren 30 minuten

Coördinaten

2870

Geüpload

17 april 2019

Uitgevoerd

april 2019
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588 m
10 m
79,73 km

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in de buurt Faro, Faro (Portugal)

ESTRADA NACIONAL 2 (EN2) – PORTUGAL

De todas as estradas de Portugal, há uma com uma mística e algo de lendário que a distingue das outras, e à qual foi dado o nome de Estrada Nacional nº 2. Antiga Estrada Real, é a maior da Europa e foi projetada como ligação entre Chaves e Faro, num percurso único e vertiginoso que atravessa mais de 30 municípios. É a estrada nacional mais extensa de Portugal e a única a atravessar o país de lés a lés. Ao longo dos seus 738 km, num percurso vertiginoso pela espinha dorsal do país, atravessa 36 municípios, 11 distritos (Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Setúbal, Beja e Faro), 8 províncias (Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Beira Baixa, Ribatejo, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve), 32 concelhos, 11 rios e 4 serras, passando pelo interior das povoações e ligando paisagens tão diferentes como as vinhas durienses, as planícies alentejanas ou as praias algarvias. É a terceira estrada mais extensa do mundo, logo a seguir à rota 66 dos Estados Unidos e à rota 40 da Argentina.

O troço da EN2 confunde-se com a própria história, sendo que muitos segmentos já eram as principais vias romanas que atravessavam a Lusitânia. Com o passar do tempo, as principais vias foram sendo melhoradas e ligadas umas às outras e até ao final do séc. XIX, grande parte daquela que é hoje a EN2 já era Estrada Real. Em 1884, o percurso de Faro a Castro Verde passa a designar-se Estrada Distrital nº 128. Com a implantação da república a estrada chega a Beja e ganha o título de Estrada Nacional nº 17, passando a chamar-se mais tarde a Estrada Nacional nº 19. Um dos grandes projectos do Estado Novo era a criação de uma estrada que ligasse o país de lés a lés pelo centro, e a partir de 1930 começaram a ser alcatroados os troços de pedra e de terra e construídas as ligações necessárias, até que em 1945 é classificada a Estrada Nacional nº 2. O troço que liga Almodôvar a São Brás de Alportel foi, em 2003, classificado como Estrada Património devido ao riquíssimo património que a envolve, fazendo parte da primeira edição em livro das estradas património em Portugal, lançado pelas Infra-estruturas de Portugal. Na Foz do Dão, Santa Comba Dão, a estrada atravessava a imponente Ponte Salazar que estabelece também os limites dos concelhos de Santa Comba Dão, Penacova e Mortágua, divide os distritos de Coimbra e Viseu e separa a Beira Litoral da Beira Alta, hoje submersa pela Barragem da Aguieira. O trajecto efectua-se actualmente pela ponte resultante do paredão da barragem.

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INFORMAÇÃO: por razões logísticas, optei por iniciar esta rota em Faro, subindo o país até ao seu centro geodésico, próximo de Vila de Rei, onde concluí a primeira fase. Num futuro próximo, reiniciarei a rota em Chaves, descendo o país até ao mesmo ponto onde terminei a primeira fase, concluindo assim este projeto.

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EN 2 - ETAPA 1: Faro - S. Brás de Alportel - Fonte Férrea - Miradouro do Caldeirão - Ameixial - Almodôvar

NOTA: entre o km 19,7 e o km 24,3 houve um erro de marcação no GPS, razão pela qual estes dois pontos estão ligados por uma linha reta.
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S. Brás de Alportel

O troço da EN2 desde S. Brás de Alportel a Almodôvar tem cerca de 60 quilómetros de extensão, foi construída no anos trinta e atualmente representa um marco na história que deve ser descoberto e conhecido por todos - foi denominado como 1.ª Estrada Património de Portugal. Começámos a descoberta no centro histórico de S. Brás de Alportel, passeando entreo casario branco típico e casas recuperadas, em ruas estreitas e pitorescas. Pelo caminho, encontra o edifíco dos Paços do Concelho onde já funcionou, em tempos, a Casa das Órfãs e foi o berço de um ilustre são-brasense chamado Roberto Nobre. A Igreja Matriz tem uma das mais belas vistas da região, diretamente para a serra e, ao fundo, o mar. É um ex-libris do concelho e a sua primeira referência é de 1518. Pode ser visitado o seu interior, com o batistério – com retábulo em mármore – ao estilo neoclássico, único na região algarvia. Também pode visitar a Capela de Alportel – que data de final do século XIX e início do século XX – e o Palácio Episcopal, antiga residência de veraneio dos Bispos do Algarve e que vai albergar o Centro de Artes e Ofícios. Atente no Passo da Paixão, contíguo ao Palácio Episcopal, com um frontão do século XVII. Passe também no Largo da Praça Velha avistando o edifício de estilo neo-árabe, construído em finais do século XIX. Tem (mesmo!) de visitar o Museu do Trajo do Algarve. No exterior, tem um bar de apoio com esplanada, várias carruagens antigas para visitar assim como um poço de água que continua a funcionar. No interior do edifício, que é um antigo palacete, são as roupas que contam a História local. Além dos trajos expostos, que representam classes sociais diferentes e de séculos passados, tem também decoração da época e alguns objetos que mostram como se vivia nesta região. Tem ainda uma brincadeira genial: roupas que pode vestir, num minuto, só para posar para a fotografia. Tanto para adultos como crianças. É o único museu do trajo a sul do Tejo e tem uma coleção muito rica. No edifício ao lado do Museu está uma outra mostra permanente da Rota da Cortiça. Conta com a explicação da rota e também mostra objetos de agricultura e da exploração da cortiça. O Jardim da Verbena pode ser visitado livremente e, nos dias de sol, procurar aqui a sombra como faziam antigamente os bispos que aqui passavam o verão. Tem um coreto e um zimbório. É também aqui que estão duas piscinas municipais que estão abertas ao público no verão – um programa refrescante para crianças e adultos. No Mercado Municipal de São Brás de Alportel, aos sábados, acontece o Mercadinho de Produtores com 40 bancas de produtos vindos diretamente das hortas locais. No último sábado de cada mês há workshops gastronómicos. O Centro Explicativo e de Acolhimento da Calçadinha, uma antiga estrada romana que ainda conserva vestígios em S. Brás de Alportel. Os vestígios arqueológicos podem ser encontrados em dois troços: a via partia da cidade de Ossonoba (atual Faro) e passava pelas vilas romanas de Milreu (em Faro) e de Vale Joio (S. Brás/Faro). Antes de se lançar no percurso da Calçadinha e recuar na História local, procure a informação e faça uma visita ao Centro, que fica na Rua do Matadouro. No interior pode descobrir mais sobre os vestígios de uma civilização, com muitos séculos, que outrora aqui habitou.
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Parque da Fonte Férrea

O Parque da Fonte Férrea, localizado a norte de São Brás de Alportel, abrange uma área de terrenos vastamente arborizados, nas margens da ribeira de Alportel, junto à fonte com água de características férreas. Esta área possui interessantes valores naturais e paisagísticos, constituindo em simultâneo uma agradável zona para lazer e atividades lúdicas, em contacto com a natureza.
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Miradouro da Serra do Caldeirão

O miradouro da Serra do Caldeirão situa-se na freguesia do Ameixial no concelho de Loulé e encontra-se a 575 metros de altitude, proporcionando uma paisagem abismal. Neste miradouro encontra-se também um parque de merendas onde pode descansar depois de tantas curvas na N2. Perto do miradouro encontra-se também o radar metereologico de Loulé / Cavalos do Caldeirão, que cumpre funções desde Janeiro de 2005.
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Ameixial

Ameixial é uma freguesia serrana, na partilha com o Alentejo, situada a cerca de meia centena de quilómetros da sede do concelho. Possui belos montados, abundantes colmeias e caracteriza-se pela sua ruralidade e por uma agricultura de subsistência, própria da Serra do Caldeirão, onde não falta também o artesanato local. O clima é demasiado frio no Inverno e demasiado quente no Verão. Do centro da aldeia do Ameixial, avistam-se a torre de Beja e uma grande quantidade de montes e vales, ricos em cortiça e em caça. Também a ovinicultura, a caprinicultura e a apicultura caracterizam grande parte da sua área geográfica. Uma referência que distingue o Ameixial é, sem dúvida, o miradouro da Serra do Caldeirão, que se encontra a 575 metros de altitude, proporcionando assim uma paisagem espetacular. Neste miradouro, encontra-se também um parque de merendas onde pode descansar depois das tantas curvas da EN2. Destaque ainda para o tipicismo do casario que compõe a aldeia, um das mais típicas da região algarvia e até do país, onde anualmente se realizam diversas festas, mercados e uma feira, e onde se destaca a festa da passagem do ano. As suas gentes são acolhedoras e mestras na arte de bem receber.
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Almodôvar

A vila de Almodôvar, sede de concelho, situa-se no Baixo Alentejo, entre a Serra do Caldeirão e a dourada planície alentejana, marcando a transição entre o Alentejo e o Algarve. Com características maioritariamente agrícolas, toda a região do Município de Almodôvar produz principalmente cortiça, mel, queijo de cabra e aguardente de medronho silvestre. Almodôvar é uma vila caracteristicamente alentejana, pacata, histórica e tradicional, marcada pela típica calmaria desta região. A Igreja Matriz, do século XVIII, é o mais imponente monumento, na simplicidade das suas colunas toscanas, na riqueza dos altares laterais e na sumptuosidade do altar-mor, mandado construir por D. João V. Em Almodôvar existiu a primeira espécie de Universidade de Teologia no Sul de Portugal, que funcionou no Convento de S. Francisco, do século XVII. A cultura e a sua perpetuação são importantes em Almodôvar pelo que foi criado o Museu da Escrita do Sudoeste de Almodôvar, e todos os anos, desde 1996, se realiza a FACAL - Feira de Artes e Cultura de Almodôvar. Destaque ainda para o Convento de Nossa Senhora da Conceição, situado a este da vila, e que pertencia à Ordem Terceira de S. Francisco e foi fundado em 1680 por Frei Evangelista, lançando-se a primeira pedra a 2 de Setembro daquele ano. Todos os seus altares são de talha dourada dos finais do século XVII e princípio do século XVIII. O teto da capela-mor está pintado com imagens alusivas à Imaculada Conceção de Maria e sua assunção aos céus, sendo que esta capela contém ainda três quadros: um com o presépio e dois relacionados com o Casamento da Santíssima Virgem com S. José. Por baixo dos quadros existem dois extensos painéis de azulejos policromados com temáticas marianas. À entrada do templo está colocado um órgão de tubos, de estilo oriental com decoração de chinoiserie em alusão à evangelização franciscana por terras orientais. Esta igreja tem apenas uma pequena torre sineira, no frontispício.

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