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nabij Jupariteua, Pará (Brazil)

Essa foi, sem sombra de dúvidas, a trilha mais hard que já fiz!

Domingo (18/05), eu, o Max e o Bahia fomos fazer o mapeamento da Trilha da Bica. Saímos de casa por volta das 6:30 da manhã, a idéia era chegar no Balneário da Bica (S1 37 10.1 W48 20 45.8) por volta das 8h. O Balneário da Bica fica no quilometro 33 da Alça Viária, saindo de Belém dá uma média de 1 hora de viagem até o local.



Chegando lá, encontramos o Bahia, descarregamos as bikes e depois de dar uma analisada no mapa e no GPS saímos em direção aos nosso objetivos.



Logo na saída da Bica, entramos em um ramal um trecho bom de pedalar com algumas poças de lama que mais pareciam pequenos lagos, muita lama, argila escorregadia, pontes e pequenos igarapés. Seguimos esse ramal até chegar na casa do Samuel (S1 34 04.9 W48 20 30.4).



O Samuel é um morador da região que sempre ajuda quando tem trilhas por aquela região, sua casa fica na beira de um igarapé com profundidade média de 1,30m, nesse ponto teríamos que seguir o rumo do igarapé só que por dentro da água, já não tinha trechos de trilha por lá. Carregamos as bikes no ombro e seguimos "nadando" com a água batendo na altura do peito. Cerca de 250 m depois chegamos a uma palafita (S1 33 55.0 W48 20 35.5), onde continuaria a trilha com um single track bastante fechado, que o Max apelidou de "Jungle Track".



Chegamos a um ramalzão, que nos levaria de volta a Alça Viária, esse ramalzão cheio de "tobogãs", descidas e subidas com muita erosão e pedras, alguns pontos perigosos (S1 32 48.7 W48 19 48.6), como uma descida seguida por uma curva e uma poça de lama, na qual eu quase caí e o Max quase sai da pista. Chegamos na Alça por volta das 10:30h (S1 33 12.0 W48 18 07.5).



Pegamos um pequeno trecho de asfalto, uma corrente quebrada e uma parada para tomar um refri, e entramos em outro ramal que nos levaria até a comunidade de Tapera, o Bahia já sabia o que a gente ia enfrentar pela frente no caminho ele ia dizendo que íamos passar por duas pontes de madeira e bem alta e por uns igapós bem pesados, chegamos lá e o que o Bahia falava durante o trajeto se concretizou, a ponte (S1 31 17.0 W48 19 06.7) realmente estava lá, um pouco podre, mas estava lá, subimos a ponte e começamos a analisar como seria para passar por ela. Depois de uns testes, uma balançada pra lá outra pra cá, começamos a passar as bikes e descobrimos que nosso amigo Max tem medo de altura! :)



Do outro lado da ponte, pegamos um bom trecho de igapó, como o Bahia já tinha dito, seguimos até que chegamos em Tapera (S1 31 00.9 W48 19 04.8) e encontramos outra ponte alta (S1 30 57.6 W48 19 02.8) de madeira, mas essa, bem mais conservada e bonita. Após a travessia da ponte, seguimos por uma palafita até chegarmos em terra firme.

Voltamos a um ramalzão, já eram 12:30, o sol estava a pino, e seguimos novamente para a Alça Viária, seria o momento de pegar outro trecho de trilha, conhecido como Trilha do Macaco, do outro lado da pista.



Entramos ao lado de uma fazenda e logo no inicio avistamos uma trilha que seria sensacional, de longe víamos os tobogãs (S1 31 46.7 W48 17 45.1) que mais uma vez nos esperavam. Muitas descidas e subidas alucinantes, eu aproveitei para correr um pouco, mas chegou um momento que o sol já não estava mais deixando a gente pedalar como antes, já eram 13:00h e parecia que íamos torrar! Mas depois de mais uma descida seguida de uma curva e uma grande erosão (S1 32 41.4 W48 16 25.0), encontramos o tão sonhado igarapé (S1 32 43.2 W48 16 20.7) gelado! Uma parada para refrescar a cuca, tomar uma água e comer um besteira, para seguirmos...



Pedalamos por um ramal que nos levaria até a comunidade de São Francisco (S1 34 54.9 W48 15 16.8), já eram 15:00h, e fome começava a dar sinal de presença. Uma senhora preparou um prato de comida maravilhoso: Ovo, feijão, sardinha e farinha, égua da comida boa!! :)

Seguimos por uma ramal que nos levaria de volta a Alça, o mais próximo possível do Km 33, esse ramal parecia que não acabava mais!

Esse trecho era divido em dois tipos de terreno, um bom de pedalar, bem plano que dava pra desenvolver boas velocidades e outro bem pesado que o Bahia chamou de super-bonder-track, já que parecia que o pneu estava colado no chão!



Chegamos no ultimo trecho de trilha, em um ramal (S1 36 59.1 W48 20 12.7) que mais parecia um lago, mas totalmente pedalável! Seguimos por ele, até que faltando 1km para chegar na Bica, a corrente do Max quebrou de novo, seguimos andando, não dava mais para parar e consertar, já não existiam mais forças ehehehehe

Chegamos de volta ao balneário, já eram 16:30, e nos preparamos para um banho nas águas cristalinas das piscinas da Bica.

Voltamos a Belém com a sensação de missão comprida!

Valeu Guilherme Bahia e ao Max Vandro pela trilha sensacional!

Sites relacionados:
http://www.eart.esp.br/forum/viewtopic.php?t=2124

Fotos: Silvio Gustavo
P.S.: Eu não apareço em nenhuma foto :(

http://www.bacudesunga.com.br/



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1 reactie

  • TIGRÃO 2-nov-2011

    não consegui demarca o percurso entre BELEM e BICA /outdoor-trails/trilha-da-bica-134745#wp-134770