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Afstand

13,95 km

Positief hoogteverschil

659 m

Moeilijkheidsgraad

Middelmatig

Negatief hoogteverschil

659 m

Max hoogteverschil

639 m

Trailrank

51

Min hoogteverschil

79 m

Route type

Lus

Tijd

4 uren 31 minuten

Coördinaten

1585

Geüpload

3 juni 2021

Uitgevoerd

juni 2021
Delen
-
-
639 m
79 m
13,95 km

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in de buurt Covelinhas, Vila Real (Portugal)

O percurso aqui partilhado pode conter erros de GPS ou eventualmente passar por propriedades privadas, ou mesmo através de corta mato e ter passagens por locais que podem ser perigosos para os menos experientes. A descrição do percurso é efetuada à data da sua realização, pelo que se deve ter em atenção que as condições do trilho podem facilmente vir a alterar-se, quer pelas condições meteorológicas, quer por mudança da vegetação, quer por outros fatores inimputáveis à minha vontade. O grau de dificuldade e as condições técnicas atribuídas é baseado na minha experiência pessoal e apenas serve de referência, pelo que não me responsabilizo por qualquer acidente que possa ocorrer por influência ou utilização do percurso aqui disponibilizado.


RIO DOURO

- Trilho desenhado a partir de percursos já realizados nesta zona por outros caminheiros, nomeadamente pelos Caminhantes em 2014, e que permite percorrer as encostas do Monte de S. Leonardo, na margem direita do rio Douro, entre a aldeia de Covelinhas e o Miradouro de São Leonardo de Galafura;
- Trilho circular, sem marcações, com início e fim próximo da Estação Ferroviária de Covelinhas (opcional);
- Decorre essencialmente por socalcos vinhateiros, começando junto ao rio Douro, com passagem pela aldeia de Covelinhas e subindo depois as encostas até ao cume do Monte de São Leonardo. Daí, após cruzar o respetivo miradouro, regressa-se ao ponto de partida, descendo as íngremes encostas por entre olivais e vinhas voltando, no final, a atravessar a aldeia de Covelinhas;
- Ao longo do percurso existem alguns pontos de referência, com destaque para as consecutivas vistas panorâmicas sobre o rio Douro, as várias quintas que se atravessam, as vinhas plantadas nos característicos socalcos e, sobretudo, o miradouro de São Leonardo de Galafura, com a capela e vértice geodésico, de onde as vistas para o rio Douro são simplesmente avassaladoras;
- Misto de caminhos e estradões de terra e algum piso alcatroado;
- Trilho com características moderadas, não propriamente pela distância a percorrer, mas tendo em conta que alguns declives são muito acentuados (o último terço da subida é mais inclinado e há um pequeno troço da descida cuja inclinação é fortíssima pelo que requer especial atenção e cuidado);
- IMPORTANTE: ao longo de todo o percurso existem várias fontes. Porém, estão TODAS desativadas, pelo que é fundamental levar água suficiente para todo o trajeto. O Douro, durante o período estival, é implacável. Aqui, o calor faz-se mesmo sentir;
- Durante todo o percurso tem-se diferentes mas constantes perspetivas sobre o rio Douro, assim como das encostas com os respetivos socalcos vinhateiros;
- A aldeia de Covelinhas, embora com um casario sem especial interesse, tem uma situação geográfica excelente, virada para o rio e com uma generosa exposição solar. Tem imenso potencial turístico, pois possuí Estação Ferroviária (linha do Douro) e está próxima do Peso da Régua;
- Este trilho é um percurso relativamente acessível. No entanto, convém ter em conta os troços cujo declive exige boa capacidade física. Se chover, com vento e neblina, as dificuldades serão muito acrescidas. Botas e bastões são essenciais;
- As épocas ideais para desfrutar de todo o esplendor desta região serão a primavera e o início do outono. No verão, o calor torna-se insuportável e a chuva, no inverno, um perigoso elemento natural. Ambos devem ser evitados;
- No seu todo, é um percurso paisagísticamente deslumbrante, com vários pontos de interesse e um fantástico miradouro sobre esta região única. Percorrer estas encostas será, com certeza, um desafio e uma excelente opção para se visitar e conhecer o Douro.


COVELINHAS

Outro percurso realizado nesta região:
Sta. Marta de Penaguião - Peso da Régua


PORMENOR DE ALMINHAS (EM MADEIRA)

- ALTO DOURO VINHATEIRO
O Alto Douro Vinhateiro é uma zona particularmente representativa da paisagem que caracteriza a vasta Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo. A paisagem cultural do Alto Douro combina a natureza monumental do vale do rio Douro, feito de encostas íngremes e solos pobres e acidentados, com a acção ancestral e contínua do Homem, adaptando o espaço às necessidades agrícolas de tipo mediterrâneo que a região suporta. Esta relação íntima entre a actividade humana e a natureza permitiu criar um ecossistema de valor único, onde as características do terreno são aproveitadas de forma exemplar, com a modelação da paisagem em socalcos, preservando-a da erosão e permitindo o cultivo da vinha. A região produz o famoso vinho do Porto, representando o principal vector de dinamização da tecnologia, da cultura, das tradições e da economia locais. O grande investimento humano nesta paisagem de singular beleza tornou possível a fixação das populações desde a longínqua ocupação romana, e dele resultou uma realidade viva e em evolução, ao mesmo tempo testemunho do passado e motor do futuro, solidamente ancorado na optimização dos recursos naturais e na preservação das ambiências.


DOURO VINHATEIRO

- SÃO LEONARDO DE GALAFURA
Este miradouro, a meio caminho entre a Régua e Vila Real, oferece um dos mais extraordinários panoramas sobre o rio Douro e os socalcos. Em baixo, o Douro corre azul e sereno, beijando as margens, as quintas e as casas solarengas. Foi local amado por Miguel Torga, poeta tantas vezes indigitado para o Prémio Nobel. Dizia ele que São Leonardo era como um barco de quilha para o ar, que a Natureza voltara a meio do vale.
Em poucos lugares se tem uma vista tão avassaladora sobre o Douro quanto a de São Leonardo de Galafura. É certo que, a montante, há um conjunto de miradouros no Douro Internacional – onde o rio Douro se encaixa em desfiladeiros imponentes – com paisagens ainda mais dramáticas.
Mas, no Douro Vinhateiro, o miradouro de São Leonardo de Galafura é único e avassalador.
O Douro é um “excesso de Natureza”, um “poema geológico”, “a beleza absoluta”. E em poucos lugares isso é tão notório como em São Leonardo de Galafura!

“O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.”
in Diário XII, Miguel Torga.


CASEBRE DE APOIO A VINHA

- São Leonardo da Galafura -

"À proa dum navio de penedos,
A navegar num doce mar de mosto,
Capitão no seu posto
De comando,
S. Leonardo vai sulcando
As ondas
Da eternidade,
Sem pressa de chegar ao seu destino.
Ancorado e feliz no cais humano,
É num antecipado desengano
Que ruma em direcção ao cais divino.

Lá não terá socalcos
Nem vinhedos
Na menina dos olhos deslumbrados;
Doiros desaguados
Serão charcos de luz
Envelhecida;
Rasos, todos os montes
Deixarão prolongar os horizontes
Até onde se extinga a cor da vida.

Por isso, é devagar que se aproxima
Da bem-aventurança.
É lentamente que o rabelo avança
Debaixo dos seus pés de marinheiro.
E cada hora a mais que gasta no caminho
É um sorvo a mais de cheiro
A terra e a rosmaninho!"

(Miguel Torga)


HABITAÇÃO PARTICULAR (COVELINHAS)
Religieuze plek

Capela do Senhor da Boa Passagem

À entrada de Covelinhas existe uma capela em honra do Senhor da Boa Passagem, a quem recorriam os militares que iam para o Ultramar e os barcos que transportavam lenha e vinho para a Régua, como forma de proteção do seu trabalho.
Brug

Ponte sobre Ribeira de Covelinhas

Uitkijkpunt

Panorâmica rio Douro

Uitkijkpunt

Panorâmica rio Douro (jusante)

Uitkijkpunt

Panorâmica rio Douro (montante)

Uitkijkpunt

Panorâmica rio Douro (jusante)

Waypoint

Demarcação Pombalina - Sítio das Sidermas (1758)

O Alto Douro constitui a mais antiga região vitícola demarcada e regula- mentada do mundo, uma vez que as suas origens remontam a 1756, ano em que Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal e ministro de D. José I, instituiu a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, com sede no Porto, Empresa que teve, entre as suas primeiras funções, a demarcação do Alto Douro e a regu- lamentação do “vinho de embarque”, “vinho do Douro” ou “Vinho do Porto”, remontando esta última designação ao século XVII. Recentemente, em 2001, uma pequena parte da região do Alto Douro, ao longo do rio Douro, foi classificada pela UNESCO como Património Mundial.
Uitkijkpunt

Panorâmica dos socalcos do rio Ceira

Waypoint

Marco Pombalino de Feitoria

Símbolos da arquitectura agrícola do Douro, os marcos pombalinos resistem como guardiães silenciosos das áreas onde se produziam os melhores néctares. Feitos em pedra de cantaria lavrada, apresentam um formato rectangular e remate liso, com a face principal epigrafada e voltada para o caminho. Nela se exibia a inscrição de “Feitoria”, o algarismo da numeração do marco e o ano da sua colocação. Em 1758, sob a jurisdição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, foram instalados 201 marcos de feitoria e, em 1761, procedeu-se à colocação de mais 134. Numerados de 1 a 335, os marcos encontravam-se dispersos por doze concelhos durienses e, em Outubro de 1946, receberam a classificação de imóveis de interesse público. Estes monolíticos graníticos tinham, aproximadamente, dois metros de altura (parte dos quais ficavam enterrados), cerca de 30 cm de largura e 20 cm de espessura.
Uitkijkpunt

Restaurante São Leonardo (miradouro)

Monument

Memória de Miguel Torga

Religieuze plek

Capela de Santa Bárbara e São Leonardo

No coração da região demarcada do Douro está a Capela de Santa Bárbara e São Leonardo, ou apenas, Capela de São Leonardo, localizada no topo do Monte de São Leonardo, a 640m de altitude, na freguesia de Galafura, concelho de Peso da Régua, distrito de Vila Real. A sua origem e data de construção são desconhecidas. Documentos do século XVIII referem-na sem grande detalhes. É uma capela de arquitetura simples, pelo exterior, caiada de branco, no alçado posterior tem um azulejo com um poema em homenagem a São Leonardo, da autoria do escritor Miguel Torga (escritor português natural São Martinho de Anta, uma freguesia próxima de Galafura), no topo uma pequena escultura de São Leonardo, o padroeiro dos prisioneiros, das parturientes, dos ferreiros e dos serralheiros. A Capela abre-se aos devotos, no penúltimo fim de semana de Agosto, para a romaria em honra do santo.
Uitkijkpunt

Miradouro de São Leonardo de Galafura

É um dos miradouros mais bonitos de toda a região duriense, o miradouro de S. Leonardo, onde Miguel Torga “mergulhava” no rio e se embrenhava na paisagem magnânima deste “Doiro sublimado”, a quem num dos seus “Diários” chamou de “excesso de natureza”. Sobre uma pedra está registado um excerto da obra daquele que é considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX, na qual o Douro é uma presença constante. Deste lugar contam-se lendas e histórias, que aumentam o encanto destas paragens, um dos lugares mais belos do concelho reguense, paragem obrigatória para quem visita o Douro. O Monte de S. Leonardo está localizado a este do povoado de Galafura e a 566 metros de altitude. Aqui existiu um castro romano, do qual foi Governador Galafre, etimologia do atual nome da freguesia de Galafura. Deste miradouro, além da vista sobre o Douro, avistam-se as regiões de Armamar, Sabrosa, Tabuaço, Fontelo ou Valença do Douro, entre tantos outros lugares que emolduram a paisagem. No Monte de S. Leonardo, formado de sílex e quartzo, encontram-se vários poços romanos, alguns muito profundos, em resultado das pesquisas e extrações de minérios.
Uitkijkpunt

Panorâmica vinhas de Galafura

Uitkijkpunt

Panorâmica rio Douro (Folgosa)

Risico

Caminho com inclinação muito acentuada

Boom

Socalcos de Olival

Uitkijkpunt

Panorâmica Socalcos de Covelinhas

Waypoint

Socalcos de Vinhas de Covelinhas

Religieuze plek

Nicho para Alminhas (em madeira)

Religieuze plek

Igreja de Santa Comba (Paroquial de Covelinhas)

A instituição paroquial data do século XVI. No século XVIII, Covelinhas era vigararia da apresentação do vigário de Goiães. Administrativamente, fez parte do concelho de Canelas até à sua extinção pelo decreto de 31 de Dezembro de 1853, transitando então para o concelho de Peso da Régua. A paróquia de Covelinhas pertence ao arciprestado de Peso da Régua e à diocese de Vila Real, desde 22 de Abril de 1922. O seu orago é Santa Comba.
Waypoint

Covelinhas

Na margem direita do rio Douro encontra-se a freguesia de Covelinhas. Para lá chegar é necessário fazer um percurso de cerca de 10 quilómetros para leste, depois da Régua, em caminhos sinuosos. Contudo, actualmente existem duas alternativas, partindo do centro de Galafura ou do centro de Canelas. Covelinhas nasceu e cresceu com vista para o rio Douro, nele reflectindo toda a sua simplicidade. Junto à margem passa a linha de caminho de ferro que possibilita, saindo da Régua e indo até ao Pocinho, um dos mais belos itinerários ferroviários de sempre. Covelinhas é uma zona de futura expansão turística. Os romanos, após a conquista da Península e a expulsão dos cartagineses, cerca de 202 a.C., começando a fortificar os povos para se defenderem dos inimigos, edificaram entre muitos crastos, o de Vilarinho dos Freires e o de Covelinhas. Já no princípio da monarquia, Covelinhas teve alguma importância, tendo-lhe D. Afonso Henriques dado foral, que se encontra na Torre do Tombo. Covelinhas foi repovoada por D. Sancho I, tendo pertencido ao concelho de Canelas até à extinção do mesmo, em Dezembro de 1853. Segundo a tradição, este pequeno povoado chamava-se antigamente Covelas e contém filões de precioso metal, dizendo os mais idosos que os de Covelas atiravam com ouro às cabras julgando atirar com pedras.

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